Corte colombiana se diz imparcial para julgar reeleição

O presidente da Corte Constitucional da Colômbia, juiz Nilson Pinilla, declarou hoje a imparcialidade do tribunal para julgar a legalidade de uma consulta popular que permitiria ao presidente Álvaro Uribe buscar sua segunda reeleição consecutiva. O magistrado rebateu as críticas dos opositores do plebiscito, como o ex-presidente Andrés Pastrana (1998-2002), que disse à imprensa local que alguns juízes "estão no bolso de Uribe", motivo pelo qual a aprovação pela Corte Constitucional seriam "favas contadas".

AE-AP, Agencia Estado

21 de maio de 2009 | 18h34

"Não sofremos nenhuma espécie de pressão e a decisão (sobre o plebiscito) será tomada com bases legais. Quem pensa que pode nos pressionar vai perder tempo", afirmou. O opositores do plebiscito argumentam que Uribe concentra demasiado poder e que isso contraria a independência dos Poderes do Estado. Eleito presidente em 2002, Uribe se reelegeu em 2006 depois de promover uma reforma constitucional para conseguir seu segundo mandato.

Os nove magistrados da Corte Constitucional são eleitos pelo Senado e têm a função de julgar assuntos referentes à Carta magna do país. O Senado elege os juízes a partir de uma lista tríplice elaborada com indicações do presidente colombiano, da Suprema Corte e do Conselho de Estado. Dos nove magistrados atuais, três deles foram escolhidos a partir da indicação de Uribe, que possui maioria tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.