Corte da ONU condena ex-prefeito ruandês por genocídio

O tribunal de crimes de guerra da ONU para Ruanda concluiu nesta quinta-feira que o ex-prefeito da cidade ruandesa de Kivumu, Gregoire Ndahimana, é culpado de genocídio e de crimes contra a humanidade por planejar o assassinato de mais de 2 mil tutsis refugiados em 1994.

REUTERS

17 de novembro de 2011 | 16h58

"A câmara...determinou que Ndahimana é culpado de genocídio e extermínio por ajudar e incentivar (os assassinatos), e por causa de sua responsabilidade de comando sobre a polícia comunal de Kivumu", disse o Tribunal Penal Internacional para Ruanda, em comunicado.

Ndahimana, nascido em 1952, foi condenado a 15 anos de prisão. O tribunal rejeitou uma acusação adicional de cumplicidade em genocídio. Ele se declarou inocente de todas as acusações.

O tribunal disse que a escala da operação que levou à destruição da igreja Nyange e ao assassinato de milhares de tutsis refletia uma ampla coordenação entre autoridades locais e religiosas.

Em todo o país, mais de 800 mil tutsis e também hutus moderados foram assassinados durante o massacre em Ruanda em 1994.

(Reportagem de Fumbuka Ng'wanakilala)

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