Corte de auxílio preocupa refugiados sírios no Líbano

Refugiados sírios no Líbano entraram em pânico nesta terça-feira com a notícia de que a Organização das Nações Unidas (ONU) suspenderam o fornecimento do vale alimentação devido à falta de recursos. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU beneficia um total de 1,7 milhão de refugiados também na Jordânia, Líbano, Turquia, Iraque e Egito. O PMA afirmou que para ajudar os refugiados sírios precisa de 64 milhões de dólares apenas em dezembro.

Estadão Conteúdo

02 de dezembro de 2014 | 18h25

A mudança prejudica as famílias mais vulneráveis do conflito que com esse corte "passarão fome", informou a agência da ONU, principalmente porque a região se aproxima de um inverno que promete ser bem rigoroso. A situação é ainda pior no Líbano, onde estão 1,1 milhão de refugiados, o equivalente a um quarto da população do país.

"Se a ONU deixar de nos ajudar, não sei o que vai acontecer comigo", disse uma refugiada à Associated Press, que pediu para ser identificada pelo primeiro nome, Aisha. Outros refugiados que falaram com a Associated Press nesta terça-feira em um assentamento localizado ao leste do Líbano não tinham conhecimento da decisão.

O subsecretário do Ministério das Relações Exteriores do Kuwait, Khaled Al-Jarallah, disse que há uma preocupação sobre o país receber a terceira Conferência de Doadores para a Síria. Algumas nações ainda têm de cumprir a ajuda de cerca de 3,6 bilhões de dólares prometida nos dois últimos encontros, em 2013 e 2014. Fonte: Associated Press.

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