Corte de Israel condena palestino e liga Arafat ao terror

Um líder popular do levante palestino contra a ocupação israelense e possível sucessor de Yasser Arafat, Marwan Barghouti, foi condenado pela Justiça israelense por ordenar os disparos que causaram a morte de quatro israelenses e de um monge grego, além de financiar outros ataques. A Corte Distrital de Tel-Aviv declarou Barghouti culpado de cinco acusações de homicídio, uma tentativa de homicídio e por fazer parte de grupo terrorista. A promotoria pediu cinco prisões perpétuas consecutivas. A sentença ainda não foi proferida. Os juízes inocentaram Barghouti em 21 outros casos de homicídio. Quando foi preso, em 2002, Barghouti era o líder do partido Fatah, de Arafat, na Cisjordânia. Israel diz que Barghouti desempenhou um papel fundamental na milícia surgida a partir do Fatah, a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa. O tribunal definiu ainda que Arafat contava com Barghouti para executar suas determinações, incluindo atentados. Esta é a primeira vez que o Judiciário israelense dá sanção formal à antiga alegação do governo, de que Yasser Arafat vêm orquestrando atos de violência contra Israel.

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