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AFP / MOSTAFA EL-SHEMY
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Corte egípcia confirma 3 anos de prisão a Mubarak e filhos por corrupção

Ex-presidente continuará em hospital militar até Promotoria decidir se ele será solto, considerando o tempo que já esteve preso, ou se o enviará ao Presídio de Torá; filhos, que estavam em liberdade, voltam à prisão

O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2015 | 18h05

CAIRO - O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak e seus dois filhos Alaa e Gamal foram condenados neste sábado, 9, a 3 anos de prisão na repetição do julgamento por apropriação ilegal de fundos públicos destinados às despesas do palácio presidencial. O juiz Hassan Hasanein também ordenou o pagamento de uma multa conjunta de 125 milhões de libras egípcias (US$ 16,6 milhões), a mesma quantidade da qual os três eram acusados de ter se apropriado indevidamente.

Ao finalizar a leitura da sentença, Alaa e Gamal foram imediatamente detidos e transferidos ao Presídio de Torá, conforme informou uma fonte de segurança à agência estatal de notícias, Mena. O Departamento de Prisões informará à Procuradoria-Geral sobre a situação deles para que ela determine o futuro dos filhos do ex-presidente e decida se a prisão preventiva implicará em uma possível redução da pena.

Mubarak, por sua vez, voltou ao hospital militar, no sudeste do Cairo. A Promotoria decidirá sobre sua libertação, caso seja considerado o tempo que já esteve preso. Do contrário, ele será enviado ao Presídio de Torá.


Mubarak, de 87 anos, está preso desde 2012 e passou a maior parte do tempo sob vigilância no Hospital das Forças Armadas de Maadi devido ao seu deteriorado estado de saúde. O ex-presidente foi levado à Academia de Polícia do Cairo em um helicóptero hospitalar, como foi habitual em todas as sessões judiciais realizadas contra ele nos últimos quatro anos, informou à agência EFE uma fonte de segurança.

Sentado, Mubarak escutou a sentença, enquanto cumprimentava seus simpatizantes presentes na sala, que pediam sua absolvição. Alaa e Gamal, que estavam em liberdade, chegaram às dependências policiais em um veículo particular, vestidos como civis. Eles ouviram o veredicto atrás das grades de uma jaula no tribunal, ao lado do pai. Ambos foram libertados no dia 23 de janeiro por ordem do Tribunal Penal do Cairo, após ficarem detidos desde o começo de 2011, quando explodiu a revolta popular que forçou a renúncia de seu pai. 

O promotor acusou Mubarak, na qualidade de servidor público como presidente do país, e seus dois filhos de apropriação indevida do orçamento geral dos palácios presidenciais, entre os anos 2002 e 2011. A repetição do julgamento ocorre depois que, em janeiro, o Tribunal de Cassação anulou a sentença anterior da Corte Penal, que condenava Mubarak a 3 anos de prisão e seus filhos, a 4 anos, ao considerar que na audiência não foram respeitados os procedimentos legais oportunos. / EFE 

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