Corte egípcia pede pena de morte a líder da Irmandade Muçulmana e outros 13

Um tribunal egípcio condenou à pena de morte o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e outras 13 integrantes do grupo, disseram fontes judiciais nesta segunda-feira (16).

O Estado de S. Paulo

16 Março 2015 | 17h00

Os membros da Irmandade, declarada organização terrorista desde 2013 pelas autoridades egípcias, foram acusados por um tribunal penal de “planejar usar a força contra o Estado”. O tribunal de Gizé, a sudoeste de Cairo, decidiu submeter o veredicto ao grande mufti do Egito, conforme exigido por lei, informou a agência de notícias oficial Mena.

De acordo com a agência, nos processos enviados ao mufti, a máxima autoridade sunita do Egito, as 14 pessoas foram acusadas de atacar o Estado, espalhando o caos, e tentativa de incêndio contra delegacias, igrejas e outras propriedades. O líder da Irmandade, de 71 anos, é acusado em diversos processos e anteriormente já tinha sido condenado à pena de morte. Mais tarde, essa condenação — por incitamento à violência e protestos contra o golpe militar que depôs o presidente Mohammed Morsi, membro da Irmandade — foi reduzida a prisão perpétua. Badie foi também condenado quatro vezes a penas de prisão perpétua.

 O movimento, que venceu as as eleições realizadas no Egito entre 2011 e 2013, desmente as acusações de uso da violência. Centenas de pessoas foram condenadas à morte após a deposição de Morsi. 

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