Jorge Silva/Reuters
Jorge Silva/Reuters

Corte Interamericana deve decidir futuro de opositor de Chávez

Se for reabilitado, Leopoldo López poderá participar das primárias da oposição para eleger rival do presidente

, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

CARACAS

A Corte Interamericana de Direitos Humanos começou ontem a debater a legitimidade da suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito do município de Chacao Leopoldo López, um dos favoritos da oposição para enfrentar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, nas eleições presidenciais de 2012. Acusado por irregularidades administrativas, López foi impedido de concorrer a cargos públicos até 2014.

A Carta Democrática Interamericana diz que os cidadãos não podem ser privados de direitos políticos a menos que sejam condenados por um crime. Se a Corte decidir que a Venezuela violou os direitos de López, o governo se verá obrigado a revogar a sentença, abrindo caminho para a sua candidatura em 2012.

A questão começou a ser discutida semanas antes do início do processo de primárias dos partidos da oposição venezuelana, que elegerão em fevereiro um candidato único para enfrentar Chávez. Pode ser a melhor chance da oposição de vencer o presidente nas urnas, já que Chávez está debilitado por causa de um câncer e quase não aparece em público.

López, de 40 anos, foi duas vezes prefeito de Chacao, um dos distritos mais ricos da Venezuela, e foi impedido de disputar a prefeitura de Caracas em 2008. Outros 800 funcionários venezuelanos perderam os direitos políticos entre 2005 e 2008, a maior parte opositores que pretendiam concorrer a cargos de deputados e prefeitos em todo o país.

Se a Corte decidir que a proibição política é ilegal, López deve disputar a candidatura opositora com Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda e líder nas pesquisas; Pablo Pérez, governador do Estado de Zulia, rico em petróleo; e María Corina Machado, fundadora da ONG Súmate, cujo objetivo é monitorar a situação das liberdades democráticas. /EFE

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