Corte islâmica recebe apelo de nigeriana condena à morte

O advogado de uma mulher condenada à morte por apedrejamento por ter praticado sexo fora do casamento apelou hoje diante de uma alta corte islâmica na Nigéria, pedindo para que a execução seja postergada até que ela finalize o período de amamentação de seu bebê. Amina Lawal, de 30 anos, foi sentenciada por uma corte islâmica do Estado nortista de Katsina em março último após ter dado à luz uma criança mais de nove meses depois de ter se divorciado. O advogado de defesa da mulher, Aliu Yawuri, pediu hoje formalmente para que a execução seja adiada. Segundo o argumento de Yawuri, a corte deveria postergar a execução da sentença até janeiro de 2004, quando o bebê já tiver abandonado o peito materno. A alta corte adiou o caso para 8 de julho. Lawal é a segunda mulher nigeriana a ser condenada à morte por praticar sexo fora do casamento depois que a lei islâmica, ou sharia, entrou em efeito em dezenas de Estados no norte da Nigéria. A primeira, Safiya Hussaini, teve sua sentença cancelada em março por uma corte islâmica de apelação na cidade de Sokoto. O governo do presidente Olusegun Obasanjo declarou as punições previstas pela sharia, tais como amputação, apedrejamento e enforcamento, inconstitucionais. Alguns Estados do norte do país, onde a presença islâmica é mais forte, acusam o presidente de intromissão e prometem proteger a independência das cortes islâmicas.

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