Corte militar israelense decide manter presos 22 membros do Hamas

O tribunal militar israelense na basede Ofer, na Cisjordânia, decidiu nesta segunda-feira manter detidos 22 dirigentesdo movimento islâmico Hamas, presos há mais de dois meses após acaptura do soldado israelense Gilad Shalit ao sul de Gaza. A rádio pública israelense anunciou nesta segunda-feira a decisão judicial dacorte, que decidiu prorrogar a detenção dos membros do Hamas,suspeitos de estarem envolvidos no planejamento de ataques contraIsrael. A libertação dos detidos havia sido ordenada na semana passadapor um juiz, mas o procurador-geral das Forças Armadas, de acordocom a legislação vigente, solicitou ao tribunal que os membros doHamas permanecessem detidos até o fim da investigação. O magistrado havia ordenado a libertação dos detidos alegando quese tratava de uma detenção de caráter político, e por falta deprovas indubitáveis que justificassem o processo. A corte do acampamento militar de Ofer, nos arredores de Ramala,sentenciou que os ministros e deputados do Hamas deveriam permanecersob custódia do Exército israelense até o fim do processo legal. Os juízes israelenses alegaram que os detidos "não podem seesconder atrás de acusações". Entre os detidos há três ministros do governo da AutoridadeNacional Palestina (ANP), liderada pelo primeiro-ministro IsmailHaniyeh -Nayef al-Rajoub, Mohammed Barghouthi e Khaled Abu Araf -,e o presidente do Conselho Legislativo palestino (Parlamento), AzizDweik.

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