Corte na produção de petróleo vai demorar a surtir efeito

O presidente da Organização dos Países Produtores do Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse, neste domingo, a uma estação de rádio da Argélia, que a decisão de reduzir a produção de petróleo em 1,5 milhão de barris por dia, a partir de primeiro de novembro, não irá produzir um suporte imediato aos preços do combustível. Segundo ele, a decisão irá demorar para fazer efeito porque a demanda por petróleo ainda não atingiu o nível de produção revisto pela Opep. Em uma reunião de emergência realizada em outubro em Viena a Opep decidiu reduzir sua produção diária para 27,3 milhões em uma aposta para evitar novas quedas nos preços. "Países como Argélia, União dos Emirados Árabes, Irã e Nigéria já anunciaram uma queda na produção", disse. Apesar das críticas dos Estados Unidos e Inglaterra ao corte, o ministro de Energia da Venezuela, Rafael Ramirez disse que o cartel precisa reduzir em mais 1 milhão de barris de suas reversas em dezembro ou ainda este mês. Khelil disse que os preços devem cair ainda mais se a economia mundial continuar se deteriorando. "Tudo depende da situação econômica global. Se ela continuar ruim, está claro que a demanda por petróleo irá recuar, o que deverá afetar ainda mais os preços", disse. Mas o executivo afirmou também que os preços do petróleo podem voltar a subir se o dólar norte-americano voltar a se enfraquecer ante as demais moedas. Ele afirmou também que nos próximos dois a três anos, as cotações do petróleo devem voltar a subir em função da falta de investimentos em novos projetos de exploração. As informações são de agências internacionais.

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