Corte prolonga prisão de líder opositora de Mianmar

A Prêmio Nobel da Paz e ativista democrata Aung San Suu Kyi foi condenada por um tribunal birmanês a passar mais um ano e meio em prisão domiciliar por violação da pena ao permitir que um norte-americano ficasse em sua casa sem que tivesse autorização. Com a ampliação da pena, Aung San Suu Kyi estará fora da cena eleitoral em 2010, quando a junta militar que governa Mianmar pretende promover votação. A líder oposicionista passou 14 dos últimos 20 anos detida, sendo a maior parte do tempo em regime domiciliar. O norte-americano John Yettaw, que há alguns meses invadiu a casa da líder birmanesa, foi sentenciado a sete anos de prisão.

AE-AP, Agencia Estado

11 de agosto de 2009 | 11h46

A sentença contra Aung San Suu Kyi foi imediatamente condenada por líderes mundiais. O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, qualificou como "monstruosa" a extensão da prisão domiciliar. Já o presidente da França, Nicolas Sarkozy, conclamou a União Europeia (UE) a adotar rapidamente novas sanções. Segundo ele, o veredicto é "brutal e injusto". Aung San Suu Kyi estava sujeita a pena máxima de cinco anos de prisão. Ontem, antes do anúncio formal feito hoje, a corte chegou a decidir por três anos de trabalhos forçados.

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