Corte salarial na Argentina pode ser de 13% a 15%

O corte nos salários do funcionalismo público, aposentados e pensionistas argentino, além de professores universitários e fornecedores do Estado, pode ser maior ao anunciado na quarta-feira pelo ministro de Economia, Domingo Cavallo, comprometendo ainda mais a credibilidade do governo De la Rúa e o apoio político ao sétimo pacote fiscal em um ano e meio à frente da condução do país. O secretário de Política Econômica, Federico Sturzzeneger, deixou escapar que o volume do corte que o governo precisa fazer para atingir a meta de US$ 6,5 bilhões no déficit fiscal este ano deve aproximar-se a US$ 2,3 bilhões e não mais a US$ 1,6 bilhão, como havia sido anunciado na semana passada. Esse vai e vem do governo e a improvisação do pacote fiscal como vem sendo interpretado entre investidores e analistas podem empurrar ainda mais a Argentina ao olho do furacão do default. Para conseguir os US$ 2,3 bilhões, os economistas e o próprio governo argentino estimam que a redução dos salários dos funcionários públicos terão de ser reduzidos horizontalmente (todas as faixas salariais) em 13%, como mínimo, e 15%, como máximo, bem acima dos 8% a 10% estimando pelo ministro Cavallo na quarta-feira da semana passada. Sturzenegger disse também que o corte de salários pode não ser transitório e ainda atingir o 13º salário dos funcionários públicos federais e das províncias. O anúncio dessa redução deverá ser feito na segunda-feira, antes da abertura dos mercados financeiros.

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