Corte sueca rejeita pedido de prisão contra Assange por alegação de estupro

Corte sueca rejeita pedido de prisão contra Assange por alegação de estupro

Atualmente ele cumpre uma pena de 50 semanas de prisão no Reino Unido por violar a condicional depois de passar sete anos abrigado na embaixada equatoriana em Londres para evitar uma extradição para a Suécia

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2019 | 16h19

UPPSALA, SUÉCIA - Um tribunal da Suécia rejeitou nesta segunda-feira, 3, um pedido de procuradores para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, seja detido mesmo ausente devido a uma alegação de estupro de 2010. 

Assange, que é cidadão australiano, está cumprindo uma pena de 50 semanas de prisão no Reino Unido por violar a condicional depois de passar sete anos abrigado na embaixada equatoriana em Londres para evitar uma extradição para a Suécia. Ele nega a acusação de estupro.

O veredicto desta segunda-feira significa que o procurador sueco não pode, a essa altura, pedir sua extradição do Reino Unido. Os Estados Unidos já solicitaram a extradição de Assange devido a acusações de conspiração. Se o Reino Unido aceitar o pedido antes de a Suécia fazer sua própria reivindicação, Assange será enviado aos EUA.

Outro fator incitando o procurador sueco a agir rapidamente é que a acusação do suposto estupro prescreve em agosto de 2020.

Mas o advogado de defesa Per Samuelson argumentou que o encarceramento de Assange no Reino Unido significa que não existe risco de fuga.

“Ele ficará na prisão por ao menos meio ano, e está detido a pedido dos Estados Unidos. Então não faz sentido detê-lo na Suécia também”, disse Samuelson.

Procuradores suecos descartaram a investigação de estupro em 2017, mas a reabriram depois que o Equador rescindiu sua concessão de asilo a Assange em abril, permitindo que a polícia britânica o prendesse.

“A investigação (de estupro) continua com entrevistas na Suécia. Também emitirei uma Ordem de Investigação Europeia para entrevistar Julian Assange”, disse a procuradora Eva-Marie Persson em um comunicado após o veredicto desta segunda-feira. / REUTERS 

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