REUTERS/Jorge Silva
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Corte Suprema de Filipinas respalda lei marcial no sul do país

Apesar de não divulgar os argumentos que embasaram decisão, tribunal rejeitou pedido de parlamentares da oposição que alegavam 'falta de fundamento' contra a iniciativa do presidente Rodrigo Duterte; combate com extremistas já deixou mais de 460 mortos

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 03h50
Atualizado 04 Julho 2017 | 10h56

A Corte Suprema das Filipinas respaldou nesta terça-feira, 4, a proclamação da lei marcial pelo presidente Rodrigo Duterte na região sul do país, que o chefe de Estado considera necessária para combater os extremistas ligados ao grupo Estado Islâmico (EI).

Duterte anunciou a lei marcial na região de Mindanao, abalada pela insurgência islamita, em 23 de maio, horas depois da ocupação de parte da cidade de Marawi por centenas de homens armados e com bandeiras do EI. Os confrontos com o Exército prosseguem até agora na localidade.

Parlamentares da oposição haviam solicitado à Corte Suprema a suspensão da lei marcial "por falta de fundamento" para sua adoção, apresentando paralelismo com o governo militar do ex-ditador Ferdinand Marcos. 

Mas os juízes rejeitaram o pedido, informou o porta-voz do tribunal, Theodore Te, que não divulgou os argumentos usados para basear a decisão. 

"Com esta decisão todo o governo está unido contra o inimigo comum", disse o porta-voz de Duterte, Ernesto Abella, em comunicado. "Pedimos que a população mostre seu respaldo e sua plena cooperação com as autoridades locais."

Os combates em Marawi já deixaram mais de 460 mortos, destruíram bairros inteiros e obrigaram mais de 400 mil pessoas a deixarem seus lares.

O governo filipino organizou uma grande campanha de bombardeios aéreos contra os insurgentes e uma ofensiva terrestre ao redor de Marawi, mas não conseguiu expulsar os extremistas. / AFP

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