Corte Suprema paraguaia mantém condenação de Oviedo

No mesmo dia em que a Corte Suprema do Paraguai confirmou a condenação, a 10 anos de prisão, do ex-general Lino César Oviedo, por sua participação em um frustrado golpe militar, em 1996, contra o ex-presidente Juan Carlos Wasmosy, o presidente do Congresso, senador Juan Carlos Galaverna, denunciou um complô para assassiná-lo e acusou Oviedo de estar por trás do caso.A confirmação, pelo máximo tribunal paraguaio, da sentença emitida contra o ex-general frustra os planos de Oviedo de participar como candidato das eleições presidenciais previstas para 27 de abril, à frente de seu partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace). Oviedo, atualmente refugiado no Brasil, é também acusado de ordenar, em 1999, o assassinato do vice-presidente Luis Argaña - acusação pela qual ainda enfrenta um processo.Hoje, partiu de Galaverna - que, apesar de ser membro do Partido Colorado, no poder, é o principal adversário político do presidente Luiz González Macchi - uma nova acusação contra Oviedo.Em entrevista à imprensa, Galaverna entregou aos jornalistas supostas reproduções gravadas de uma conversa, em português, entre dois supostos assassinos de aluguel brasileiros que planejavam matá-lo. O presidente do Senado assegurou que os delinqüentes teriam pedido US$ 200 mil para executar o crime."Creio que por trás de tudo isto está o criminoso foragido da nossa Justiça, o golpista Lino César Oviedo", disse Galaverna, advertindo que, caso tentem eliminá-lo, "oporei resistência e me defenderei?. O ex-militar asilado, no entanto, afirma ser vítima de uma perseguição política e nos últimos tempos apelou a diversas instâncias - incluindo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos - na tentativa de anular a condenação e os processos contra ele. Um de seus advogados, Julio César Vasconcellos, apresentou recentemente, perante a Corte Suprema, o recurso de habeas-corpus preventivo e genérico agora negado pela Justiça. Conseqüentemente, a sentença de 10 anos de prisão imposta a Oviedo continua vigente, e ele poderá ser detido se entrar no Paraguai.

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