Corte venezuelana suspende parte de suas atividades

Os juízes do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela decidiram suspender parcialmente suas atividades, em protesto contra as pressões recebidas por parte do governo. A decisão dos magistrados do tribunal máximo do país complica a difícil situação em que vive a Venezuela desde 2 de dezembro, em conseqüência da greve geral decretada pela oposição. O vice-presidente Franklin Arriechi reconheceu que o país está vivendo momentos de "verdadeira comoção" em conseqüência da greve e do assassinato de três pessoas ocorrido na sexta-feira durante uma concentração de opositores na Praça Francia, em Altamira.Os juízes do Tribunal Supremo divulgaram um comunicado em que expressam sua rejeição à "intimidação e exposição ao escárnio público, a humilhação e o desrespeito a nossas pessoas e, por conseguinte, à majestade do Poder Judiciário". "Temos sido vítimas de práticas perversas", disse o magistrado Alberto Martínez, ao denunciar as investigações iniciadas por membros da polícia do governo contra os integrantes do Tribunal Supremo. Os juízes concordaram em pedir aos presidentes das cortes supremas de justiça ibero-americanas que exijam "cessação dos referidos agravos que constituem um grave menosprezo à integridade do Poder Judiciário e que afetam a ordem jurídica constitucional". Martínez afirmou que enquanto não cessarem as ações de "perseguição" e não "existirem condições dignas, objetivas e subjetivas para a administração da Justiça", os 20 magistrados do máximo tribunal "se absterão de participar de atividades do Tribunal Supremo de Justiça que não estejam estritamente relacionadas com a garantia do acesso à Justiça".

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