Cortes de gastos públicos geram protesto em Londres

Centenas de milhares de britânicos protestaram hoje, no centro de Londres, contra cortes de gastos realizados pelo governo. É o maior protesto já feito desde que a administração iniciou um agressivo programa de cortes com o argumento de que precisa equilibrar as contas públicas.

AE, Agência Estado

26 de março de 2011 | 17h32

A manifestação organizada pelos sindicatos era em geral pacífica, mas com casos isolados de violência, como quando grupos atacaram lojas na Oxford Street, a rua mais movimentada de compras da capital britânica, gerando confrontos com a polícia. Manifestantes também ocuparam a elegante loja de departamentos Fortnum and Mason, perto da Piccadilly Circus. A polícia informou que nove pessoas foram presas.

A principal central sindical britânica, Trades Union Congress, informou que mais de 250 mil pessoas participaram da marcha. É o maior protesto em Londres desde 2003, quando ocorreu na capital uma manifestação contra a guerra no Iraque.

O governo pretende cortar 111 bilhões de libras até 2015. Para os manifestantes, é muito dinheiro a ser cortado em pouco tempo. Até agora foram cortados 9 bilhões de libras do orçamento para este ano fiscal.

Porém, está previsto um corte de 41 bilhões de libras, com aumento de impostos, para o próximo ano fiscal, que começa em 5 de abril.

Até 2015, cerca de 330 mil empregos no setor público devem ser cortados.

O líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, falou na manifestação. "O governo dirá que essa é uma marcha da minoria", previu o oposicionista. "Eles estão tão errados." As informações são da Dow Jones.

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