Costa Concordia volta a flutuar na Itália

Navio naufragado em 2012 pôde ser erguido após operações de resgate e será levado para Gênova para ser destruído

O Estado de S. Paulo

14 Julho 2014 | 09h44

ROMA - O navio Costa Concordia, que naufragou em frente à ilha italiana de Giglio em janeiro de 2012, voltou a flutuar nesta segunda-feira, 14, informaram autoridades envolvidas nas operações de resgate da embarcação.

As operações de flutuação foram iniciadas às 6 horas (horário local) e, mesmo antes do encerramento da primeira fase, a embarcação já havia se desprendido das plataformas artificiais em que seguia apoiada de maneira temporária.

Na sequência, de acordo com o plano de resgate, o Costa Concordia será elevado com a ajuda de grandes contêineres metálicos e levado 30 metros mar adentro, para que os técnicos possam dar continuidade às atividades da operação - como a fixação de cabos, por exemplo.

O navio será levado para a cidade de Gênova, onde será inteiramente desmantelado, como anunciou o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, no dia 30 de junho.

"O Concordia se desprendeu um metro do fundo falso no qual permanecia apoiado desde setembro passado. Estamos extremamente satisfeitos com os resultados obtidos nesta manhã", afirmou Franco Porcellacchia, responsável pela operação.

Michael Thamm, CEO do Grupo Costa, que inclui a Costa Crociere e a AIDA Cruises, afirmou que "o custo das operações é difícil de ser estimado", levando em consideração os "efeitos colaterais", mas fez questão de garantir que "o impacto é substancioso". Apesar de não ter citado valores exatos, Thamm ressaltou que o custo total da operação de flutuação poderia alcançar 1,5 bilhão de euros.

O naufrágio do Costa Concordia deixou 32 pessoas mortas. O capitão Francesco Schettino, segundo diversas testemunhas, pulou do navio para se salvar, enquanto milhares dos 4.229 passageiros e tripulantes tentavam abandonar o navio.

Desde julho de 2013, Schettino enfrenta um processo por homicídio culposo múltiplo, abandono da embarcação, naufrágio e não ter informado imediatamente as autoridades portuárias da colisão do navio.

O Costa Concordia, que efetuava um cruzeiro pelo Mediterrâneo, partiu de Savona, na Itália, e tinha escalas previstas em Marselha, Barcelona, Palma de Mallorca, Cagliari e Civitavecchia, antes de retornar a Savona.  /EFE

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