Costa do Marfim está à beira da guerra civil, diz UE

A crise política na Costa do Marfim deixou o país à beira de uma guerra civil, afirmou hoje Kristalina Georgieva, comissária para ajuda humanitária e controle de crises da União Europeia (UE).

ANA CONCEIÇÃO, Agência Estado

17 de março de 2011 | 16h50

Ela informou que a UE está aumentando sua assistência humanitária para a Costa do Marfim para 25 milhões de euros em alimentos e medicamentos. O presidente Laurent Gbagbo se recusa a deixar o poder após as eleições de novembro passado, que deram a vitória a seu rival Alassane Ouattara. A violência que se seguiu às eleições já matou 410 pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

"A crise merece atenção igual a de outros países em conflito, por causa do número de pessoas afetadas, que excede as que vivem a mesma situação na Líbia", disse a comissária. Citando números da ONU, ela afirmou que quase 400 mil marfinenses tiveram de sair de suas casas, 200 mil pessoas fugiram da capital, Abidjã, e 80 mil já cruzaram as fronteiras da Costa do Marfim com a Libéria e a Guiné.

Líbia

Georgieva também advertiu que a UE está falhando em seus esforços para repatriar refugiados da Líbia. A maioria das pessoas que deixaram o país nas últimas semanas é de trabalhadores estrangeiros que viviam ali. Ela pediu que os países-membros da UE acelerem o transporte entre o continente e a Líbia a fim de ajudar os que fogem do país a voltar para casa. As informações são da Dow Jones.

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