Costa do Marfim realiza segundo turno de eleições

Os eleitores votam, neste domingo, no segundo turno das eleições presidenciais na Costa do Marfim, com objetivo de encerrar uma década de instabilidade. A multidão ruma, de forma pacífica, para a decisão nas urnas entre o presidente Laurent Gbagbo e o ex-primeiro-ministro Alassane Ouattara, de acordo com correspondentes da AFP citados pela agência Dow Jones, depois que os locais de votação abriram às 5h, no horário do Brasil. "É a sobrevivência da Costa do Marfim que está em jogo hoje", disse um oficial do sistema eleitoral.

NALU FERNANDES, Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 14h03

A eleição tem por objetivo estabilizar um país que já foi um dos mais prósperos no oeste africano e ocorre cerca de uma década depois do golpe (1999) e da guerra civil de 2002 que dividiu a nação em duas, entre norte e sul.

Os dois candidatos fizeram apelos, neste sábado, para uma votação pacífica. Oficiais dizem que três pessoas morreram ma capital Abidjan, durante confrontos entre policiais e manifestantes. "Nós fazemos o pedido solene a todos os eleitores e atividades para que se abstenham de qualquer ato de agressão", cita o comunicado conjunto. "Estamos profundamente comprometidos em respeitar o resultado das urnas".

As forças do país e também das Nações Unidas estão em ação para o caso de mais violência durante as eleições que tiveram um primeiro turno apertado.

Gbagbo, político cristão que está sendo mantido no poder desde que seu mandato expirou em 2005, obteve 38% da votação no primeiro turno, contra 32% dos votos de Ouattara, que vem da região norte de ampla população muçulmana.

Um toque de recolher foi decretado de sábado até quarta-feira. Ggagbo diz que o toque de recolher tem por objetivo garantir a segurança, mas Ouattara diz que a medida tem por objetivo refrear a oposição. As informações são da Dow Jones.

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