Jessica Gow/Reuters
Jessica Gow/Reuters

Credibilidade da comunidade internacional está em jogo, diz Obama

Presidente dos EUA afirmou que 'linha vermelha' na Síria foi estabelecida por nações, não por ele

O Estado de S. Paulo,

04 Setembro 2013 | 10h48

ESTOCOLMO - O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quarta-feira, 4, que a credibilidade da comunidade internacional está em jogo com a necessidade de responder ao ataque químico na Síria. "A minha credibilidade não está em jogo. A credibilidade da comunidade internacional está em jogo."

Obama busca apoio internacional e dos congressistas dos EUA para uma ação militar contra o regime do presidente sírio, Bashar Assad.

O presidente americano afirmou ainda que não foi ele quem estabeleceu uma "linha vermelha" para uma ação contra a Síria no caso do uso de armas químicas, mas sim a comunidade internacional ao condenar o uso desse armamento.

Segundo Obama, uma resposta militar não deve resolver a guerra civil na Síria, mas uma ofensiva é necessária para mandar uma mensagem clara. "Estou falando de uma ação limitada, em tempo e escopo, com o objetivo específico de afetar a capacidade (de Assad) e evitar que essas armas sejam usadas de novo."

Confiança. Obama está confiante na aprovação da intervenção pelo Congresso. "A América também reconhece que se a comunidade internacional falhar em manter certas normas, padrões, leis que regulam como os países interagem e como as pessoas devem ser tratadas, ao longo do tempo este mundo ficará menos seguro."

Alguns congressistas, incluindo o presidente da Câmara dos Representantes, John Boehner, indicaram que vão apoiar o plano de Washington. Após se reunir com Obama na terça-feira, Boehner classificou como "ato bárbaro" o suposto uso de gás sarin pelo governo de Assad no ataque de 21 de agosto, que deixou 1.429 mortos. "O uso destas armas deve ter uma resposta e só os EUA têm capacidade de parar Assad", afirmou Boehner./ AP e REUTERS

Mais conteúdo sobre:
SíriaBarack ObamaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.