Angelo Carconi/EFE/EPA
Angelo Carconi/EFE/EPA

Crematório de Milão fechará por um mês para poder tratar todos os corpos

Desde o início da epidemia, mais da metade das mortes na Itália foram registradas na região norte, o pulmão econômico do país

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 17h41

MILÃO, ITÁLIA - O maior crematório de Milão fechará um mês para poder tratar todos os corpos que estão esperando para serem cremados pela pandemia de coronavírus, informou a prefeitura da capital da Lombardia nesta quinta-feira, 2. 

Segundo o último relatório oficial, a pandemia de coronavírus deixou 760 mortos em 24 horas na Itália, incluindo 366 na Lombardia, a região mais afetada do país. 

Desde o início da epidemia, mais da metade das mortes na Itália (7.960 de um total de 13.915) foram registradas nessa região norte, o pulmão econômico do país.

O principal crematório de Milão precisava administrar "um aumento constante e progressivo dos corpos que aguardavam a cremação", afirmou a prefeitura de Milão. 

O período de espera atual era de 20 dias e, se aumentasse, causaria "problemas de saúde e higiene", então decidiu-se pelo fechamento do crematório por um mês. 

De acordo com a prefeitura, 2.155 milaneses morreram em março, em comparação com 1.224 no mesmo período de 2019. "Nossos serviços funerários e nossos funcionários nos cemitérios trabalham incansavelmente, com um grande senso de responsabilidade", disse Roberto Cocco, chefe de serviços públicos da prefeitura. /AFP

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