Mick Tsikas/Reuters
Mick Tsikas/Reuters

Cresce chance de novo mandato trabalhista na Austrália

Independentes criticaram oposição conservadora e devem negociar com coalizão de Julia Gillard

Reuters

26 de agosto de 2010 | 14h13

CANBERRA - As chances de a primeira-ministra da Austrália, a trabalhista Julia Gillard, conseguir um novo mandato cresceram nesta quinta-feira, 26, depois que parlamentares independentes criticaram o líder conservador por ter-se recusado a atender a uma exigência. Se unissem forças, independentes e conservadores poderiam tentar formar um governo.

 

A eleição de sábado passado resultou em um impasse para a formação do governo. A última apuração parcial indicava 73 deputados para os conservadores, 71 para os trabalhistas, 5 para o Partido Verde e uma vaga ainda indefinida. Para formar o governo, um partido ou coalizão precisa reunir 76 deputados.

 

O Partido Trabalhista parece estar mais adiantado nas negociações, depois de concordar com todas as sete reivindicações iniciais dos deputados independentes.

 

Os mercados financeiros torcem por uma vitória dos conservadores, para arquivar os projetos de Gillard de taxar em 30% a atividade mineradora, de impor um preço sobre as emissões de carbono e de investir US$ 38 bilhões de dólares na implantação de uma rede nacional de banda larga.

 

O deputado independente Tony Windsor disse que a recusa do líder dos conservadores, Tony Abbott, em bancar suas promessas eleitorais com verbas do Tesouro foi como "um balde de concreto em volta do pé" na corrida para formar um governo.

 

"Não foi um começo nada bom, porque, quando vamos para esta questão da estabilidade (do governo) (...), o que estamos tentando estabelecer aqui é um grau de confiança", afirmou Windsor.

 

Os conservadores prometem arquivar a ideia do imposto sobre a mineração, e a incerteza sobre esse tema foi um dos fatores para a inesperada queda nos investimentos no último trimestre, disse a corretora de títulos CommSec na quinta-feira.

 

A empresa global de gestão de capital Bennelong Security Global Investors afirmou na quinta-feira ao jornal The Australian que a gigante das telecomunicações Telstra havia parado de investir devido a incerteza política que cerca o projeto da banda larga.

 

Alguns parlamentares independentes fizeram sete exigências a Gillard e Abbott, envolvendo as áreas de distribuição de recursos, implantação da banda larga, saúde, mudança climática e energia, defesa, educação, emprego, infraestrutura e transportes e agricultura.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.