Cresce debate sobre proscrição de radicais

Depois da descoberta da célula neonazista de Zwickau, a chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu que as autoridades do país fariam tudo dentro de seus poderes para esclarecer as circunstâncias nas quais os crimes ocorreram. Mas o principal ponto do debate hoje na Alemanha é a vinculação do caso com a proibição das atividades do partido de extrema direita NPD.

BERLIM, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2012 | 03h04

"Após o escândalo de Zwickau, o governo criou centros para monitorar grupos de extrema direita, mas a questão central ainda é se o NPD vai ser banido ou não da política nacional", disse Hajo Funke, cientista político da Universidade Livre de Berlim.

Segundo ele, o NPD é crucial na propagação de ações de grupos neonazistas pois, além de ajudar a centralizar algumas de suas atividades, o partido também as financia.

"Com o dinheiro que eles recebem do governo federal, pagam por propagandas de ódio que incentivam crimes de cunho neonazista", explicou.

O governo já tentou banir o NPD uma vez, em 2003. Mas a tentativa foi frustrada em razão da presença de informantes no partido pagos pelo serviço secreto do país. Na época, a Corte Constitucional Federal, único órgão público que pode destituir um partido político, rejeitou o pedido de proibição do partido de extrema direita. / R. M.

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