Cresce escalada da violência na crise da França

A escalada da violência nos últimos dias de protesto contra o novo contrato de trabalho para os jovens e o risco que provoque distúrbios, como os do ano passado, ocupam cada vez mais o debate na crise entre o Governo francês e os sindicatos. O secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Bernard Thibault, lançou a acusação de que o primeiro-ministro Dominique de Villepin espera "uma degradação do clima que deixaria o CPE (Contrato de Primeiro Emprego) em segundo plano". Em entrevista publicada hoje pelo Le Journal du Dimanche, Thibault denunciou que não lhe pareceu que Villepin esteja "consciente da gravidade da situação" e afirmou que os choques que aconteceram nas últimas manifestações "também são provocados por um Governo intransigente, autista frente à juventude". O líder sindical, que considerou que "não chegamos ainda ao auge da contestação", antecipou que o dia de greves e manifestações convocado por todas as centrais e associações estudantis para terça-feira pode marcar um ponto de inflexão. Também rejeitou a sugestão de que haja mais policiais vestidos de civil dentro da manifestação para praticar detenções de pessoas violentas. "Não queremos que se intervenha no interior das marchas. A Polícia deve se concentrar em seu papel, mas no exterior. Por nossa parte, devemos conseguir que as manifestações sindicais não se desviem de seu objetivo", argumentou.

Agencia Estado,

26 Março 2006 | 07h33

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