Cresce escalada da violência na crise da França

A escalada da violência nos últimos dias de protesto contra o novo contrato de trabalho para os jovens e o risco que provoque distúrbios, como os do ano passado, ocupam cada vez mais o debate na crise entre o Governo francês e os sindicatos.O secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Bernard Thibault, lançou a acusação de que o primeiro-ministro Dominique de Villepin espera "uma degradação do clima que deixaria o CPE (Contrato de Primeiro Emprego) em segundo plano".Em entrevista publicada hoje pelo Le Journal du Dimanche, Thibault denunciou que não lhe pareceu que Villepin esteja "consciente da gravidade da situação" e afirmou que os choques que aconteceram nas últimas manifestações "também são provocados por um Governo intransigente, autista frente à juventude".O líder sindical, que considerou que "não chegamos ainda ao auge da contestação", antecipou que o dia de greves e manifestações convocado por todas as centrais e associações estudantis para terça-feira pode marcar um ponto de inflexão.Também rejeitou a sugestão de que haja mais policiais vestidos de civil dentro da manifestação para praticar detenções de pessoas violentas."Não queremos que se intervenha no interior das marchas. A Polícia deve se concentrar em seu papel, mas no exterior. Por nossa parte, devemos conseguir que as manifestações sindicais não se desviem de seu objetivo", argumentou.

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