Cresce nos EUA o movimento contra guerra no Iraque

O movimento contrário à guerra no Iraque está ganhando terreno nos Estados Unidos e conquistando adeptos entre aliados nada habituais, desde dirigentes sindicais até famosos empresários. O debate sobre o ataque contra Saddam Hussein entrou agora nas salas de aula - o que não ocorria desde os anos 70, segundo constatou o jornal The New York Times, com uma intensidade que os EUA só haviam vivido nos tempos da Guerra do Vietnã.Nos últimos anos, os estudantes americanos em geral não se mostravam interessados em questões de política externa. Além disso, o fenômeno não está ocorrendo apenas em Washington, Nova York, Berkeley ou Harvard, as capitais históricas dos protestos estudantis americanos, mas também em locais como Orem, no estado de Utah, onde os alunos da Lakeridge Junior High School, uma pequena escola de segundo grau, debateram a crise no Iraque pelo menos cinco vezes desde o início do ano.O movimento pacifista não escolhe idade nem é patrimônio de nenhuma classe social. Muitas das pessoas que aderiram ao grupo são avós que passam o dia organizando campanhas por meio do correio eletrônico e manifestações nas escolas. Também há adesões entre os grupos radicais históricos, como o Workers World Party, e ainda em organizações de veteranos contra a guerra lideradas por ex-militares que já lutaram na Guerra do Golfo de 1991, grupos de imigrantes e movimentos de familiares das vítimas de 11 de setembro. Estes e outros grupos se reunirão em manifestações de protestos que terão início em 10 de dezembro, na jornada internacional dos direitos humanos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.