Cresce o desemprego nos EUA

O índice de desemprego dos Estados Unidos cresceu para 4,9% em agosto, o maior resultado desde setembro de 1997, e aumentou os receios de que o país esteja entrando numa recessão. Em julho, o índice estava em 4,5%.O Departamento do Trabalho informou também que no mês passado foram cortados 113 mil postos de trabalho. As indústrias continuam a ser as principais responsáveis pelas dispensas."As reduções de empregos ocorreram por todo o setor industrial", disse uma analista da Comissão de Estatísticas do departamento, Katharine Abraham.A grande alta do desemprego deixou os analistas surpresos, pois não esperavam um crescimento tão grande. O maior temor deles é que, com as demissões, os consumidores, que correspondem a cerca de 60% do Produto Interno Bruto americano e estão mantendo o país afastado da recessão, diminuam seus gastos. "Esses números constroem o caminho rumo à recessão, disse um economista do Bank of Tokyo/Mitsubishi em Nova York, Mike Niemira. "Acho que já estamos em recessão", completou.Outros observadores, porém, não se mostram tão pessimistas. "O desemprego sempre fica nos níveis mais altos às vésperas de uma recuperação", afirmou o presidente da ClearView Economics, Ken Mayland. "É sempre mais escuro antes do nascer do Sol, essa é uma metáfora especialmente pertinente para mim."A maioria dos analistas acredita que o resultado divulgado hoje vai levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a cortar pela oitava vez no ano as taxas básicas de juros na reunião de 2 de outubro.O mercado financeiro americano reagiu muito mal ao crescimento do desemprego. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones registrou uma queda de 2,4% e o Nasdaq recuou 1,05%. "O mercado quer algum sinal de que estamos saindo de um inverno nuclear econômico, mas não há sinal de uma melhora na economia", disse um analista de mercado da Prudential Securities, Larry Wachtel. "Aliás, as coisas parecem que estão ficando piores."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.