Cresce o número de colonos nos assentamentos da Cisjordânia

O Ministério do Interior israelenseinformou que no primeiro semestre deste ano aumentou em 7 mil onúmero de colonos nos mais de 150 assentamentos judaicos naCisjordânia - a Judéia e Samaria bíblicas - desde a guerra de 1967. Desde 2004, segundo estatísticas reproduzidas nesta terça-feira pelo jornalMaariv, o número de israelenses residentes nesses assentamentos,considerados ilegais pela legislação internacional, subiu para260,042 (7,5%). O primeiro-ministro Ehud Olmert e o ministro da Defesa AmirPeretz, líder do Partido Trabalhista, anunciaram ao assumir o poder,em maio, que uma de suas primeiras missões seria desmantelar dezenasde "assentamentos ilegais" - enclaves precários levantados sem apermissão oficial. As autoridades policiais receberam ordem de agir contra oscolonos extremistas, chamados "os jovens das colinas", mas a missão,uma exigência dos Estados Unidos para impulsionar o processo de pazcom os palestinos, não se concretizou. Olmert também tinha anunciado seu "plano de convergência" parafixar as fronteiras definitivas de Israel com um futuro Estadopalestino no território da Cisjordânia, seja negociando-as com aAutoridade Nacional Palestina (ANP) ou de forma unilateral. Pouco depois do início do conflito com o Hezbollah, interrompidopor um cessar-fogo no último dia 14, fontes do Governo informaram àimprensa local que Olmert desistiu desse plano, duramente criticadopelos colonos e os partidos da direita, na oposição parlamentar. Segundo essas fontes governamentais, a decisão de Olmert se deveuao temor de que os soldados e os reservistas que consideram aCisjordânia (Judéia e Samaria bíblicas) parte integral do Estadoisraelense se negassem a combater no Líbano, como ameaçavam alguns. A iniciativa de Olmert, inspirado pela retirada da Faixa de Gazafeita pelo ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, incluía odesmantelamento de dezenas de assentamentos - como ocorreu em Gazahá mais de um ano - e a retirada militar da maior parte daCisjordânia.

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