Cresce pressão por renúncia de Strauss-Kahn

CORRESPONDENTE / PARIS

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2011 | 00h00

À espera da definição sobre o futuro de Dominique Strauss-Kahn à frente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Europa se movimenta para impedir que os países emergentes assumam o controle da organização no momento em que a zona do euro passa por sua maior crise.

Algumas nações da Europa já pedem a renúncia de Strauss-Kahn. Os indícios de que o apoio a ele começa a diminuir se multiplicaram ontem nos dois lados do Atlântico. Em Washington, o porta-voz do FMI, William Murray, disse que o atual diretor-gerente não pode contar com a proteção diplomática prevista para o cargo. O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que Strauss-Kahn "não está em posição" de dirigir o organismo e sugeriu que seja nomeado alguém para assumir o cargo de forma interina.

Em Bruxelas, havia preocupação com o futuro da entidade. "Considerando a situação, com a fiança negada, ele deve avaliar se está prejudicando a instituição", disse a ministra de Finanças da Áustria, Maria Fekter.

Em Paris, enquanto o presidente Nicolas Sarkozy se cala, a presidente da Federação das Empresas, Laurence Parisot, não hesitou em abandonar o líder do Partido Socialista à própria sorte, falando de sua gestão no passado. "Qualquer que seja o fim do processo, o tempo vai lhe impedir de exercer sua função no FMI. E nós precisamos de um diretor-gerente que se dedique plenamente a suas funções."

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