Cresce risco de êxodo da Coréia do Norte

O número de norte-coreanos que podem fugir da nação comunista antes da realização de um possível novo teste nuclear deve aumentar. A base Internacional do Grupo da Crise em Bruxelas alertou os governos da região para uma a necessidade de cuidados médicos aos norte-coreanos refugiados. São mais de 9 mil que buscam a liberdade, principalmente na Coréia do Sul. "Há a real possibilidade que os testes nucleares provoquem uma crise na população", disse Peter Beck, líder de um grupo de Seul. O teste nuclear da Coréia do Norte ocorreu no dia 9 de outubro. Somadas a isso, as inundações ocorridas em julho causaram estragos desconhecidos até agora em escala real. A Coréia do Norte também voltou atrás em relação a ajuda internacional e ativou o racionamento do sistema público. A combinação de todos esses fatores pode pôr o país numa crise como a da década de 1990, quando mais de dois milhões de famílias norte-coreanas morreram em uma situação de racionamento e pela perda do serviço de ajuda soviética. Enquanto isso, a China tem erguido barreiras na fronteira com a Coréia do Norte, em uma indicação que Pequim espera mais refugiados. Dezenas de milhares de norte-coreanos acreditam ser melhor deixar seu país. Ao ir para a China, vivem na clandestinidade e em seguida são deportados.

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