Cresce sentimento antiamericano na Grécia

O governo grego manifestou preocupação hoje em relação a incidentes antiamericanos no país. Uma pequena mas preocupante parcela da população grega vem sugerindo que os Estados Unidos estão pagando o preço por dominar a política global e agora sentem a angústia pela qual outros já passaram. A polêmica sobre se os EUA atraíram para si mesmos o ataque tem dominado a mídia nas últimas duas semanas.Na quinta-feira passada, um grupo de torcedores do time de futebol grego AEK Atenas tentou queimar a bandeira norte-americana durante um minuto de silêncio observado em honra às vítimas dos ataques de 11 de setembro. O fato ocorreu antes do jogo contra o time escocês Hibernian. Centenas de torcedores vaiaram e gritaram "Americanos, assassinos", durante o minuto de silêncio."Condenamos sem hesitação este comportamento, que expõe nosso país internacionalmente", declarou o porta-voz do governo, Dimitris Reppas. "É um fenômeno triste, em que algumas pessoas estão lançando suas flechas contra uma nação, sobretudo neste momento de luto", completou. O Partido Comunista grego e os ativistas antiglobalização estão organizando manifestações contra a guerra declarada pelos EUA para esta quinta-feira, a fim de protestar contra a um possível ataque retaliatório dos EUA contra o Afeganistão. O sentimento antiamericano freqüentemente é alto na Grécia, onde muitos culpam os EUA por terem apoiado a ditadura militar que governou o país entre 1967 e 1974. Durante os ataques aéreos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Iugoslávia, em 1999, dezenas de milhares de gregos participaram de manifestações contra a aliança militar e os EUA, protestando contra o que eles definiram como interferência ocidental nos assuntos balcânicos.

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