Crescem protestos contra a guerra em todo o mundo

Dezenas de milhares de britânicos lotaram neste sábado o Hyde Park numa grande manifestação de protesto contra campanha militar no Golfo Pérsico, liderada pelos Estados Unidos com apoio integral do governo britânico. Foi o ponto alto das concentrações programadas por movimentos pacifistas em todo o mundo.Vigiados a distância por forças de segurança, milhares de manifestantes cruzaram o centro de Londres, dirigindo-se ao Hyde Park. Agitando cartazes contra a guerra e seus "promotores" - presidente George W. Bush, primeiro-ministro Tony Blair e presidente Saddam Hussein -, os pacifistas ouviram atentamente pronunciamentos de vários oradores, entre os quais os deputados trabalhistas Jeremy Corbin e Georges Galloway e líderes sindicais. O protesto foi convocado pelo grupo Stop the War. Houve protestos também diante da base aérea de Fairford, de onde saem os bombardeiros B-52 para atacar Bagdá, Manchester, Exeter, Edimburgo e Belfast. As igrejas cristãs de todo o país dobraram seus sinos. Houve protestos também em cidades da Alemanha, como Jena, França, Espanha e Itália.Nos Estados Unidos, pelo terceiro dia consecutivo, pacifistas voltaram a ocupar as ruas de várias cidades, como Nova York, Chicago (onde manifestantes se chocaram com a polícia na sexta-feira), Los Angeles, San Francisco, Washington, Atlanta.As atenções se voltavam para manifestações programadas para San Francisco, onde a polícia dissolveu marcha na noite anterior, prendendo mais de 300 pessoas que procuravam bloquear o trânsito na área comercial da cidade. Em protesto na quarta-feira mais de 1.500 pessoas haviam sido detidas pelo mesmo motivo. As manifestação na cidade são organizadas pelo movimento "Ação direta para deter a guerra", que exortam os pacifistas "à desobediência civil diária". Na Indonésia, milhares de pessoas - o país tem a maior população islâmica do mundo - queimaram bandeiras norte-americanas e cartazes com imagens de Bush e Blair. Muitos manifestantes exibiam fotos de crianças iraquianas, feridas durante a 1ª Guerra do Golfo (1991). Um pequeno grupo tentou bloquear o acesso à embaixada dos EUA, ao escritório da ONU e a uma lanchonete McDonald´s.Na Austrália, a maior concentração de pacifistas ocorreu hoje em Perth, reunindo cerca de 10 mil pessoas. Houve passeatas e marchas também em Brisbane e Hobart. Estão programados mais protestos para hoje em Sydney.Na Nova Zelândia, cerca de 5 mil pessoas marcharam sobre as ruas de Wellington, parando diante da embaixada norte-americana. Cerca de 20 pessoas foram detidos por lançar garrafas com tinta vermelha e outros objetos contra o edifício.Em Taiwan, cerca de mil pessoas reuniram-se diante do Instituto Americano de Taipé - que representa os interesses dos EUA na ilha -, para condenar o ataque ao Iraque. A polícia interveio e alguns ativistas receberam ferimentos leves.No Japão, centenas de pacifistas pediram o fim da guerra diante da base naval dos EUA, perto do Tóquio. Também houve concentração nas proximidades de outra base naval norte-americana em Yokosuka. Houve protestos também na Tailândia, Paquistão, Índia, Bangladesh e Israel.No Chile, uma bomba caseira explodiu numa agência do banco de Boston em Nuñoa - na zona leste de Santiago. Não houve feridos, apenas danos. A polícia encontrou no local panfletos condenando a guerra. Veja o especial :

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