Crescem protestos contra governo do Sudão

Centenas de sudaneses participaram de protestos contra o governo na capital Cartum no sábado, enquanto aumentam manifestações contra cortes de gastos pela segunda semana consecutiva no país.

ALEXANDER DZIADOSZ, REUTERS

23 de junho de 2012 | 17h12

A polícia do Sudão ordenou a seus oficiais que colocassem um fim "“imediatamente" às demonstrações, informou a mídia estatal, depois que os protestos se espalharam pela capital um dia antes de se ampliarem para além dos ativistas estudantis inicialmente envolvidos.

Revoltados com uma série de medidas de austeridade planejadas para acabar com um déficit no orçamento de 2,4 bilhões de dólares, ativistas tentam usar o descontentamento para alimentar um levante no estilo Primavera Árabe contra o governo do presidente Omar Hassan al-Bashir.

Forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e cassetetes para tentar acabar com os protestos em várias áreas.

No sábado, gás lacrimogêneo se espalhava pelo ar, pedras quebradas eram lançadas pelas ruas e fumaça subia de pneus sendo queimados em meio a uma forte presença das forças de segurança na vizinhança de Al-Daim, onde algumas das maiores manifestações ocorreram um dia antes.

Um correspondente da Reuters viu cerca de 300 a 400 manifestantes, mas era difícil estimar o número exato porque as pessoas se dividiam em pequenos grupos em diferentes ruas.

Protestos seguiram o mesmo padrão na área de Sajjana, onde grupos de manifestantes bloqueavam ruas, queimavam pneus e gritavam “liberdade, liberdade" e “o povo quer derrubar o regime."

Na área central de Cartum, cerca de 200 manifestantes jogavam pedras na polícia, que revidou com gás lacrimogêneo, uma testemunha da Reuters relatou.

Líderes da oposição e ativistas juvenis - que dizem dividir queixas com manifestantes da Primavera Árabe como desemprego e corrupção - têm pedido a participação de mais manifestantes para pressionar por uma maior democracia e medidas de controle de preços.

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