Crescem suspeitas de fraudes em registro eleitoral. Um militante contra a 'gastança' de Obama

Presidente do Comitê Orçamentário, Ryan pediu cortes em programas de saúde a idosos e pobres

O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2012 | 03h03

A eleição na Virgínia já está contaminada pela desconfiança de fraudes. Uma campanha pela ampliação do número de eleitores disparou o alarme ao incluir animais de estimação e pessoas falecidas. O órgão estadual responsável por fiscalizar a lisura do processo eleitoral decidiu, na semana passada, não investigar o caso. Mas a suspeita continua no ar, especialmente do lado republicano. Virgínia, ao contrário de outros Estados, não exigirá a documento para votar. / D.C.M.

Paul Ryan, de 42 anos, é presidente do estratégico Comitê Orçamentário da Câmara dos Deputados, no qual imprimiu a marca da luta contra o déficit público e a política fiscal do governo Barack Obama. A escolha reforça o vínculo da campanha de Mitt Romney com os setores mais conservadores dos republicanos, favoráveis a um ajuste radical nas contas públicas.

Católico, Ryan tem potencial de abrandar as desconfianças do eleitorado com relação ao fato de Romney ser mórmon. Há 14 anos na Câmara do Deputado, em seu sétimo mandato, ele vem de um dos estados tradicionalmente não comprometidos com nenhum dos dois partidos nas eleições presidenciais. Em Wisconsin, Obama tem uma vantagem de cerca de 5 pontos porcentuais sobre Romney e a indicação de um político local pode reverter a situação.

A opção por Ryan atraiu de imediato a atenção para um plano orçamentário que ele propôs no Congresso que inclui cortes polêmicos em programas de saúde para pobres e idosos. Democratas disseram ontem que estar ansiosos para tratar do tema, especialmente na Flórida, onde vivem muitos idosos, e onde os votos do Estado no Colégio Eleitoral podem definir as eleições. / D.C.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.