Crescimento econômico se firmará em 2013, diz FED

O crescimento econômico deverá começar a se firmar ao final de 2013 e continuar a melhorar depois disso, disse o presidente do Federal Reserve Bank de Richmond, Jeffrey Lacker, em discurso, nesta sexta-feira.

AE, Agência Estado

12 de outubro de 2012 | 14h49

Enquanto a turbulência na Europa atualmente coloca riscos a um crescimento mais forte dos Estados Unidos no próximo ano, este risco pode diminuir "à medida que os líderes trabalharem nos ajustes necessários para criar um novo regime fiscal", citou em discurso na Universidade da Virgínia.

A economia está atualmente em uma "trajetória de recuperação relativamente letárgica", citou o presidente do Fed de Richmond. Lacker observou que a taxa de desemprego recentemente caiu abaixo de 8%, para alcançar 7,8% na leitura mais recente, mas disse que o ritmo do declínio da taxa de desemprego tem sido "desapontadoramente lento".

A recuperação econômica ainda está sendo limitada pela cautela dos consumidores, cuidadosos com os gastos depois da recessão, e pelo mercado de moradias ainda tendo de lidar com um grande estoque, disse ele. "Este setor começou a mostrar alguns sinais encorajadores, com os preços dos imóveis e construção melhorando neste ano", afirmou ele, ao acrescentar que o investimento em moradias "ainda está bastante baixo em relação ao padrão histórico".

Lacker manifestou preocupação de que o impasse partidário no Congresso também esteja contribuindo para o ritmo lento do crescimento. Se uma série de elevação de impostos e cortes de gastos entrar em ação, conforme planejado, no início de 2013, isso "provavelmente faria a economia ter contração e retornar para uma recessão", citou.

O presidente do Fed de Richmond,que manifestou dissensão em todas as seis das reuniões do Fed neste ano, disse que apoiava a decisão do banco central de manter os juros perto de zero agora "desde que nossa economia esteja crescendo em, pelo menos, em ritmo relativamente modesto". Mas ele explicou que não concordou com o comunicado do Fed de que espera manter os juros muito baixos até o pelo menos meados de 2015 e depois disso quando a economia começa a se fortalecer.

Esta é uma "forma imperfeita de comunicar sobre política prospectiva", afirmou Lacker, sugerindo que poderia ser interpretado erroneamente por pessoas que pensam que o Fed deixaria a inflação ir acima de 2%. Lacker diz que se opõe a isso. As informações são da Dow Jones.

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