Criadores de papoula afegãos usam foguetes contra campanha de erradicação

Militantes dispararam foguetes contra um posto policial no norte do Afeganistão em protesto contra a campanha de erradicação da papoula, planta utilizada para a produção de ópio e heroína. Contudo, os milicianos erraram o alvo e acabaram atingindo a sede de uma organização não-governamental e uma residência. Os dois foguetes foram disparados em um intervalo de dez minutos na noite de terça-feira na cidade de Faizabad, disse o porta-voz do governo da província de Badakhshan, Mohammed Deen. Segundo ele, não houve feridos. Deen disse que as autoridades afegãs começaram a erradicação da papoula em larga escala no distrito de Kesham, destruindo cerca de 60 hectares de campos da planta. "Isso mostra que as pessoas que dispararam esses foguetes estão ligadas a contrabandistas de ópio e não estão felizes com o processo lançado pela polícia para erradicar a papoula", afirmou. O porta-voz disse também que altos oficiais britânicos e afegãos visitaram a província de Badakhshan na quarta-feira para inspecionar o progresso da campanha de erradicação, que começou no início do ano. Ainda nesta quarta-feira, mais de mil estudantes universitários e do Ensino Médio juntaram-se a 200 policiais para destruir cerca de 200 hectares de campos de papoula em Mazar-i-Sharif e dois outros distritos no norte da província de Balkh. "Convidamos os estudantes com o objetivo de dar um exemplo para que as gerações futuras rejeitem o cultivo da papoula", disse o porta-voz da província, Zabiullah Akhtari. No ano passado, mais de 4,500 toneladas de ópio foi colhida no Afeganistão. O país fornece cerca de 90% do ópio e heroína do mundo. Acredita-se que parte dos lucros dos negócios ilícitos sejam destinados a aliados do Taleban, regime que tombou após a represália americana aos ataques de 11 de Setembro nos Estados Unidos.

Agencia Estado,

26 Abril 2006 | 16h15

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