Nhac Nguyen/AFP
Nhac Nguyen/AFP

Crianças e idosos estão entre a maioria de desaparecidos no Laos

O governo do país responsabilizou a construtora do projeto pela tragédia; cerca de 10 mil pessoas foram levadas para oito centros temporários nas províncias de Attapeu e Champassak

EFE

28 Julho 2018 | 05h39

BANGCOC - Crianças e idosos formam a maioria das 126 pessoas que continuam desaparecidas pelo rompimento de uma represa no sul do Laos, onde se espera o aumento do número de mortos, informam neste sábado os veículos de imprensa locais.

"Algumas das crianças que foram arrastadas (pelas correntezas) tinham apenas 4 ou 5 anos", disse ao jornal "Vientiane Times", um oficial encarregado pela assistência às vítimas, sem citar o nome da fonte, afirmando que o número de corpos recuperados aumentará à medida que o nível da água descer.

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Pelo menos 13 aldeias da província de Attapeu, no sul do país, ficaram inundadas pelos 5 bilhões de metros cúbicos de água liberados na última segunda-feira com a derrubada de uma seção da rede de reservatórios em construção da empresa Xe-Pian Xe-Namnoy Power Company (PNPC) nos rios Xe Pian e Xe Namnoy.

"A área é muito grande, inclui florestas e níveis de lama que em alguns pontos chegam aos 4 ou 5 metros", afirmou o oficial.

Cerca de 10 mil pessoas foram levadas para oito centros temporários nas províncias de Attapeu e Champassak, ambas no sul do país.

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"Os refúgios temporários começam a ficar lotados, planejamos construir mais centros", disse, ontem, o governador do distrito de Sanamxay, Bounhome Phommasane.

O projeto desenvolvido pela PNPC faz parte de um plano nacional para aproveitar a rede fluvial do país e transformar Laos em uma fonte geradora de eletricidade limpa para o Sudeste Asiático.

O governo do Laos responsabilizou na última quinta-feira pela catástrofe a construtora (uma sociedade de joint venture formada por duas companhias coreanas, uma tailandesa e outra laosiana) que deverá assumir toda a responsabilidade. /EFE

 

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