EFE/EPA/MURTAJA LATEEF
EFE/EPA/MURTAJA LATEEF

Crianças filhas de russas condenadas no Iraque por pertencer ao EI voltam à Rússia

Governos estrangeiros envolvidos nas batalhas contra o Estado Islâmico têm relutado em repatriar suspeitos de serem membros do grupo extremista e suas famílias, incluindo viúvas e filhos

Redação, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2018 | 19h51

BAGDÁ - Trinta crianças russas cujas mães estão presas no Iraque por pertencerem ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) deixaram neste domingo, 30, Bagdá para retornar ao seu país.

Segundo o embaixador russo no Iraque, Maksim Maksimov, mais crianças serão reassentadas em uma data posterior. As crianças saíram do Aeroporto Internacional de Bagdá em um avião de Estado russo com destino a Moscou. 

Os pais dessas crianças, de entre 3 e 10 anos, morreram durante os três anos de combates entre o grupo extremista e as tropas iraquianas, que expulsaram o EI de todos os seus redutos no país no fim de 2017, assinalou a fonte. 

No início da semana passada, o presidente checheno, Ramzan Kadyrov, afirmou que as crianças chegariam à Rússia neste domingo, e 24 delas provinham do Daguestão e outras 3 da Chechênia.

O primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, recebeu neste domingo a enviada do presidente russo para os direitos das crianças, Anna Kuznetsova, que pediu a distinção "entre questões humanitárias e crimes terroristas".

"Essas crianças também são vítimas", acrescentou, segundo informações de seu escritório, que não mencionou a repatriação. 

Quase 4,5 mil cidadãos russos partiram ao estrangeiro para combater "junto aos terroristas", assinalou o FSB (Serviço de Segurança Federal da Rússia) há um ano.

Os governos estrangeiros evolvidos nas batalhas contra o Estado Islâmico têm relutado em repatriar suspeitos de serem membros do grupo extremista e suas famílias, incluindo viúvas e filhos, deixando para as autoridades no Iraque e na Síria a decisão de colocá-los em campos de refugiados ou cadeias. / AFP e AP 

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