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Crianças são voluntárias de guerrilhas nas Filipinas, diz Unicef

Estudo diz que menores desempenham funções fora de combate, como transporte de suprimentos e mensagens

Efe,

05 de dezembro de 2007 | 09h43

Algumas crianças das regiões de conflito nas Filipinas estão se unindo voluntariamente à guerrilha porque acham que desse modo ajudarão suas famílias e comunidades, segundo o último estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).   O relatório, divulgado nesta quarta-feira, 5, afirma que não há provas de que grupos rebeldes como o Novo Exército do Povo (NEP) estejam recrutando menores à força. "Eles se apresentam voluntariamente, com o consentimento de seus pais e o apoio de suas comunidades", afirma o documento.   Pelo menos três meninos que ficaram órfãos após o conflito de 2000 a 2003 entre as tropas governamentais e a Frente Moura de Libertação Islâmica (FMLI) se uniram aos radicais islâmicos no sul de Mindanao. Outro menino, de 12 anos, se uniu à insurgência comunista na ilha de Negros porque "necessitava de amor e carinho". "Estou muito contente com o NEP", disse o menor à equipe de pesquisadores do Unicef.   Apesar desses casos, os grupos rebeldes fixaram uma idade mínima para recrutar novos membros: 18 para os comunistas e 14 para os muçulmanos. No entanto, permitem a utilização de crianças para trabalhos que não sejam de combate, como enviar mensagens ou comida e carregar telefones celulares, entre outros.   O estudo não ofereceu números exatos sobre a presença de menores em organizações extremistas. O relatório exige um esforço maior do Executivo para ajudar a população das regiões em conflito, particularmente nas áreas rurais e no sul do arquipélago.   "Nós nos acostumamos demais ao fato de que haja menores nas primeiras linhas de combate nas Filipinas", afirma o delegado do Unicef no país, Nicholas Alipui.   O NEP, braço armado do ilegal Partido Comunista das Filipinas, conta com mais de 7 mil combatentes e está há quase 40 anos lutando contra o Governo em um conflito que deixa mortos diariamente.   O FMLI é a maior organização separatista do país, com mais de 12 mil ativistas, muitos dos quais também continuam realizando atentados e atacando o Exército, apesar do cessar-fogo vigente desde 2003 e das conversas de paz realizadas na Malásia.   Em quase 40 anos de guerra, 120 mil pessoas morreram e cerca de 2 milhões tiveram que sair de Mindanao, uma das áreas mais pobres das Filipinas.

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