Crime levanta suspeita de ação do narcotráfico

Analistas políticos críticos ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmam que o assassinato do general Wilmer Antonio Moreno estaria relacionado com o tráfico de drogas que, segundo especialistas em segurança, é muito comum na região oriental da Venezuela, onde o militar foi executado na noite da quinta-feira.

GUILHERME RUSSO, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2012 | 03h05

"Há indícios de que o assassinato esteja relacionado com o narcotráfico. Há um Estado paralelo naquela região e esse crime lembra muito as mortes que ocorrem em lutas pelo mercado de drogas. Muita cocaína sai de lá na direção dos EUA", afirmou o cientista político venezuelano Oscar Reyes.

Para Reyes, a morte de Moreno alimenta as denúncias do ex-ministro da Suprema Corte Eladio Aponte Aponte de que altos funcionários do chavismo ligados ao tráfico de drogas e outros crimes são favorecidos por determinações do Executivo venezuelano no encaminhamento de processos judiciais. "A polícia já deteve muita gente relacionada ao narcotráfico que tem laços com o governo", disse. Segundo Reyes, porém, a popularidade de Chávez não é afetada, pois os venezuelanos não relacionam diretamente a imagem desses suspeitos com a do presidente, que "nunca foi implicado" diretamente nessas suspeitas.

O cientista político Omar Noria atribuiu a morte de Moreno "à epidemia nacional de insegurança". "Estamos experimentando um descontrole total da violência na Venezuela. Esse crime é emblemático: nem mesmo os militares estão a salvo."

Noria qualificou de "rumores" as afirmações de que a morte do general teria sido encomendada em razão da suposta relação dele com o narcotráfico. "É cedo demais para qualquer afirmação sobre o caso. O que há é incerteza sobre esse assunto."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.