Crimeia pode se tornar uma zona econômica especial

A Crimeia pode se tornar uma zona econômica especial na qual empresas poderão receber incentivos fiscais durante um período de transição enquanto a região se une à Rússia, afirmou o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, segundo a agência de notícias Interfax.

AE, Agência Estado

24 de março de 2014 | 11h57

O governo russo precisa de uma série de medidas concretas para a integração total da Crimeia à Rússia, o que deverá durar até 1º de janeiro de 2015, de acordo com Medvedev.

O premiê disse que os crimenianos devem manter os benefícios sociais que possuem e que não existem na Rússia e prometeu que cerca de 36 bilhões de rublos (US$ 991,1 milhões) poderão ser destinados a elevar as pensões da população da Crimeia à media dos russos.

Medvedev também afirmou que os salários e as pensões dos crimenianos serão pagos em rublos na taxa de câmbio de 18 de março. A partir de hoje a moeda russa pode ser usada como meio de pagamento na Crimeia, além da grívnia da Ucrânia, que será descartada na região em 2016.

A produção de gás na Crimeia vai aumentar entre uma vez e meia e duas vezes, segundo Medvedev, o que será suficiente para abastecer a eletricidade na região. A Rússia anexou a Crimeia oficialmente na última sexta-feira, depois de a população local decidir em um referendo realizado em 16 de março que queria se unir ao território russo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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