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Carlos Ramirez/EFE
Carlos Ramirez/EFE

Criminosos mexicanos detêm líder do partido de Andrés Manuel López Obrador

Mario Delgado ficou sob a mira de criminosos em uma estrada de Tamaulipas, perto da fronteira com os EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2021 | 05h00

Mario Delgado, líder do Movimento de Regeneração Nacional (Morena), partido do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, levou um susto na sexta-feira. Ele fazia campanha no Estado de Tamaulipas, no norte do México, quando foi detido na estrada por um grupo armado. “Estávamos indo de Matamoros para Reynosa. Fomos parados por um caminhão com armas pesadas”, disse Delgado, em um vídeo transmitido ao vivo enquanto estava detido. 

Delgado viajava com a senadora Guadalupe Covarrubias e os deputados Erasmo González e Adriana Lozano de Moreno. Com habilidade, ele aproveitou para dizer que Tamaulipas, na fronteira com os EUA, vive “uma crise de insegurança e de violência” e culpou o governador Francisco García Cabeza de Vaca, do conservador Partido Ação Nacional (PAN), que governou o México de 2000 a 2012. 

O presidente do México, Andres Manuel López Obrador assumiu a presidência em 2018 prometendo o fim da guerra às drogas com um discurso cordial e um slogan carinhoso: “abraços, e não balas”. Nos primeiros meses de seu governo, criou a Guarda Nacional, que deveria combater o crime, mas acabou sendo espalhada pelo país à caça de imigrantes a caminho dos EUA.  

Os erros do governo de López Obrador ficaram expostos em outubro de 2020, quando homens armados do cartel de Sinaloa tomaram a cidade de Culiacán, forçando a polícia a soltar Ovidio Guzmán, filho do traficante Joaquín “El Chapo” Guzmán, logo após sua prisão. O episódio foi seguido pelo brutal assassinato de três mulheres e seis crianças americanas pertencentes a uma comunidade mórmon no Estado de Sonora, norte do México. 

Parte do problema, segundo analistas, está na estratégia de perseguir os chefões dos grandes cartéis, implementada pelos presidentes Felipe Calderón (2006-2012) e Enrique Peña Nieto (2012-2018). O resultado foi o enfraquecimento das grandes organizações criminosas e o surgimentos de grupos menores, que avançaram para ocupar um espaço territorial cada vez mais reduzido e fragmentado. / NYT, AP e EFE

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