Criminosos 'vendem' entrada na UE a imigrantes ilegais

Coragem, criatividade, US$ 15 mil e muita sorte. É disso que precisa um cidadão de fora da União Europeia (UE) para ser transportado por criminosos do Leste Europeu para dentro do bloco. A esperança de todos é a mesma: sair da pobreza. Para isso, cada imigrante está disposto a sacrifícios. Alguns, contudo, morrem na travessia - como é comum nas florestas que cobrem as montanhas na fronteira entre Eslováquia e Ucrânia.

AE, Agencia Estado

13 de abril de 2009 | 07h37

A reportagem do Estado percorreu a nova fronteira leste da UE, dividindo os países do bloco daqueles que faziam parte da ex-União Soviética. Entre 2004 e 2007, nove países do Leste Europeu entraram para a UE. No entanto, Ucrânia, Bielo-Rússia, Albânia, Bósnia, Croácia, Macedônia, Montenegro e Sérvia continuam de fora. Em menos de dois anos, a UE gastou 2 bilhões para montar um esquema de guerra para defender suas fronteiras, com câmeras, sensores e soldados para vigiar quem tenta entrar em seu território.

Como ocorre todos os anos, porém, a chegada da primavera no Hemisfério Norte e o derretimento da neve abrem mais uma temporada de imigração ilegal. Diariamente, apenas nos 100 quilômetros de fronteira entre a Eslováquia e a Ucrânia, cerca de dez imigrantes são capturados pela polícia. Ninguém sabe quantos conseguem de fato entrar na UE. Em 2004, ano da adesão da Eslováquia ao bloco, 6 mil pessoas foram presas tentando atravessar a fronteira, principalmente ucranianos, moldávios, bielo-russos e georgianos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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