AFP PHOTO / NOTICIAS ARGENTINAS / DANIEL VIDES
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Crise conjugal detonou escândalo na Argentina 

Ex de motorista foi o estopim de denúncias em caso de corrupção envolvendo empresários e a ex-presidente Cristina Kirchner

O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2018 | 03h00

BUENOS AIRES - O motorista Oscar Centeno, ex-militar que se tornou pivô do escândalo de corrupção envolvendo empresários e a ex-presidente Cristina Kirchner, separou-se de sua mulher em 2006. Foi morar num apart hotel no bairro Parque Centenario, em Buenos Aires. 

Segundo o jornal Clarín, ali ele conheceu Hilda Horovitz, gerente do hotel. Em poucos dias, iniciaram um relacionamento. Meses depois, mudaram-se para uma casa na Grande Buenos Aires, e depois para um apartamento no centro da capital.

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Entre tapas e beijos, a relação dos dois durou nove anos. Em 2015, a união terminou. Centeno deu queixa contra Hilda em uma ação judicial denunciando a ex-mulher por extorsão. “A relação sempre foi muito complexa e ficou insustentável”, disse ele. 

Em depoimento, Hilda revelou então que Centeno carregava grandes somas de dinheiro de Roberto Baratta, número 2 do então ministro do Planejamento Julio De Vido. Também disse que Baratta deu dinheiro a Centeno em troca de seu silêncio.

Tudo pareceu ser esquecido até que em novembro, após dois anos de conflito, Hilda deu um passo além. Apareceu diante do juiz federal Claudio Bonadio e disse que ele deveria receber seu testemunho sobre a causa número 10.456 / 2014, intitulada “De Vido, Julio Miguel e outros / fraude contra a administração pública”.

Foi o estopim para a investigação que culminou com a acusação por enriquecimento ilícito de Baratta, sua mulher, Danila Biele, e o próprio Centeno. A apuração ameaça ainda muitos empresários e políticos.

 

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