Crise das charges custou 4 milhões de euros à Dinamarca

O conflito com o mundo islâmico originado pela publicação de charges de Maomé no jornal Jyllands-Posten custou ao Ministério de Assuntos Exteriores dinamarquês 3,8 milhões de euros (US$ 4,9 milhões), segundo a edição desta quarta-feira do diário. De acordo com um relatório da Chancelaria enviado à Comissão de Finanças do Parlamento dinamarquês, entre as despesas extraordinárias provocadas pelo conflito estão a evacuação do pessoal das legações diplomáticas na Síria, no Líbano, no Irã, na Indonésia e no Paquistão, além da criação de um centro de crise. No documento consta também que o governo dinamarquês solicitou 456 mil euros (US$ 592.800) à Síria, ao Líbano e ao Irã como indenização pelos ataques às embaixadas durante a crise. O Jyllands-Posten publicou, em setembro de 2005, 12 charges do profeta Maomé que provocaram uma forte rejeição na comunidade islâmica dinamarquesa e que acabou por se espalhar para fora do país, causando uma crise internacional em fevereiro, com o boicote econômico a produtos dinamarqueses e ataques a seus edifícios diplomáticos.

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