Crise do Zimbábue não deve ser resolvida na ONU, diz China

Contrariando as pressões externas, enviado chinês à África diz que impasse deve ser resolvido no próprio país

Efe,

01 de julho de 2008 | 20h27

O enviado especial da China à África, Liu Guijin, afirmou nesta terça-feira, 1, que a crise vivida pelo Zimbábue deve ser resolvida dentro do limite regional e não no Conselho de Segurança da ONU, como desejam algumas potências ocidentais. Liu não quis esclarecer se Pequim se opõe ao projeto de resolução redigido pelos Estados Unidos que contempla a imposição de sanções ao regime do presidente do Zimbábue, Robert Mugabe. Veja também:União Africana pede governo de coalizão no ZimbábueEUA ameaçam agir de modo unilateral contra o ZimbábueTsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe: uma história de 3 décadas no poder "Esperamos que as partes, neste caso o partido governista, a oposição e outras forças políticas, colaborem para fazer um novo esforço que ajude a estabilizar a frágil situação que atravessa o país", disse.  Além disso, o diplomata chinês afirmou que a comunidade internacional deve "respaldar" o trabalho de mediação da União Africana (UA), a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) e o governo da África do Sul. "Temos a esperança de que a situação no Zimbábue possa ser enfrentada se as partes relevantes colaborarem com a UA e outros parceiros internacionais", disse. Liu afirmou que o embargo e as sanções contribuíram para a grave situação econômica do Zimbábue, que tem altos índices de inflação e desemprego. O diplomata defendeu ainda a estreita cooperação econômica de Pequim com alguns dos governos mais questionados da África pelas organizações de direitos humanos, como são os do Sudão e Zimbábue.  Ele afirmou que seu país "não condiciona a cooperação a requisitos políticos" porque sua principal meta é ajudar os países pobres a conseguir um maior desenvolvimento econômico.

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