Crise é o que mais preocupa hispânicos

O eleitor hispânico nos EUA não está preocupado com Fidel Castro - nem mesmo na Flórida. Temas de imigração interessam, mas menos do que a economia. E pré-candidatos republicanos, como Mitt Romney e Newt Gingrich, são extremamente impopulares entre os latinos. O retrato do voto hispânico saiu de uma pesquisa da ABC-Univisión.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2012 | 03h03

Assim como ocorre com o restante da população americana, a maioria dos hispânicos (51%) afirma que a criação de empregos e o crescimento econômico são os assuntos mais importantes. A imigração vem em seguida, com 46%. Já o líder cubano e a política dos EUA para a América Latina, juntos, são prioridade para apenas 1% deles. Na Flórida, a diferença entre a economia e a imigração é ainda maior, de 21 pontos porcentuais. "Os latinos da Flórida não são como os de outras partes do país. A maioria é cubana. E cubanos têm asilo garantido se chegam aos EUA e isso lhes torna imunes às políticas republicanas de intolerância com imigrantes ilegais", afirma Matthew Jaffe, analista político da Univisión, principal rede de TV hispânica dos EUA.

Os porto-riquenhos, que também têm força na Flórida, são cidadãos americanos e vivem num cenário ainda mais imune às questões imigratórias.

Ao todo, um terço dos eleitores hispânicos da Flórida tem origem cubana e 28% são porto-riquenhos. No total dos EUA, apenas 1 em cada 20 latinos tem raízes em Cuba e 14% em Porto Rico. Esses dois grupos tendem a ser conservadores no voto. Luis Fortuño, governador de Porto Rico, é republicano. Assim como o senador Marco Rúbio, o político hispânico mais popular, com 54% das preferências, na Flórida.

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