Crise econômica pressiona por retirada mais rápida

Ao anunciar o início da retirada de tropas do Afeganistão, o presidente dos EUA, Barack Obama, tinha em mente o quanto custa ao país cada centavo do US$, 1,3 trilhão gasto na última década com as guerras ao Taleban e do Iraque. O presidente tem enfrentado críticas de aliados e opositores. Para eles, o dinheiro investido na guerra - US$ 120 bilhões só neste ano - poderia ser aplicado na recuperação da cambaleante economia americana.

Helen Cooper e Carl Hulse / NYT, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

Na segunda-feira, a Conferência de Prefeitos dos EUA emitiu um comunicado final de seu encontro anual no qual afirma que é melhorar investir dinheiro de contribuintes americanos em pontes em Baltimore e Kansas City do que em Bagdá e Kandahar. A crítica dos prefeitos à política externa do país foi a primeira em 40 anos, quando o grupo defendeu publicamente o fim da Guerra do Vietnã.

No Congresso, democratas também tem criticado os gastos militares no Afeganistão. Em discurso anteontem, o democrata Joe Manchin (Virgínia Ocidental) disse que o governo não pode cortar programas domésticos e aumentar o endividamento do país para financiar a guerra ao Taleban. "A questão que o presidente, e todos nós, teremos de responder é a seguinte: Reconstruiremos os EUA ou o Afeganistão? Diante da nossa crise fiscal, não podemos fazer as duas coisas."

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