Crise econômica será desafio para Obama

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, herdará um país com a economia em frangalhos. Os americanos vivem a pior crise econômica desde a Depressão dos anos 30. Só este ano quase 800 mil empregos foram varridos do mapa. Há mais de 2 milhões de famílias prestes a perder suas casas, bancos estão quebrando e as vendas de veículos da GM caíram 45% em outubro. Segundo um executivo da montadora, outubro foi o pior mês desde a 2ª Guerra.Ao suceder o presidente George W. Bush, Obama receberá um déficit do orçamento de US$ 455 bilhões, no mínimo. O buraco pode chegar a US$ 1 trilhão em 2009, com o pacote de resgate do sistema financeiro e mais medidas de estímulo fiscal que o Congresso quer aprovar. A dívida, no fim do governo Bill Clinton, era de US$ 5,6 trilhões. Agora está em US$ 10,3 trilhões - o maior aumento da história.O presidente terá de trabalhar no combate à crise antes mesmo da posse, em 20 de janeiro. Ele deve se reunir com o Congresso para aprovar medidas de alívio antes do fim do ano - entre elas, possivelmente, um pacote de estímulo fiscal com gastos em obras públicas e a extensão de seguro-desemprego e cupons para alimentos. O presidente do comitê bancário do Senado, o senador Chris Dodd, diz que o presidente eleito deve anunciar seu secretário do Tesouro e sua equipe econômica logo após a eleição."O presidente terá de desenvolver dois tipos de políticas: uma para o alívio imediato da crise atual; outra, ainda mais importante, para estabelecer um direcionamento de longo prazo para o relacionamento entre o governo americano e a economia americana", disse Allan J. Lichtman, diretor do Departamento de História da American University. Em algum momento, Obama terá de aumentar impostos para fechar as contas. Obviamente, o democrata e o rival John McCain não enfatizaram isso durante a campanha. "O último candidato que disse que elevaria impostos foi Walter Mondale, em 1984. Você sabe em quantos Estados ele ganhou? Em um", disse Lichtman. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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