Crise em Mianmar centrará agenda da Cúpula da Ásia Oriental

Países participantes vão discutir a maneira de apoiar a missão de Ibrahim Gambari, enviado especial da ONU

Efe,

22 de outubro de 2007 | 02h33

Cingapura anunciou nesta segunda-feira, 22, que a Cúpula da Ásia Oriental terá como ponto principal de sua agenda a crise em Mianmar (antiga Birmânia). Um dia antes a Junta Militar afirmou que conversará com a opositora Aung San Suu Kyi somente se ela deixar de pedir sanções econômicas para o país. O ministro de Exteriores, George Yeo, disse que os líderes da Cúpula, que será realizada em Cingapura, em 21 de novembro, discutirão a maneira de apoiar a missão de Ibrahim Gambari, o enviado especial da ONU em Mianmar. Yeo insistiu na importância que pode inserir nesse processo a Cúpula da Ásia Oriental, formada pelos dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) mais China, Índia e Coréia do Sul. A Asean, formada por Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã, aceitou Mianmar como membro em 1997, com o propósito de que o país iniciasse uma reforma política. No sábado passado, a Junta Militar anunciou a suspensão do toque de recolher declarado em setembro, após deter pelo menos três mil pessoas por sua relação com as manifestações em favor da democracia. No entanto, no domingo o regime militar afirmou que Suu Kyi deve deixar de pedir à comunidade internacional que continuasse mantendo sanções econômicas a Mianmar caso deseje aceitar a oferta de diálogo dos militares. "Nenhum diálogo é obtido sem sacrifícios e concessões. Suu Kyi deve entender a natureza de dar algo para receber algo que é dez vezes mais beneficente", diz o editorial da Luz de Mianmar, o órgão de propaganda da Junta Militar. Suu Kyi, em prisão domiciliar desde 2003, lidera a Liga Nacional pela Democracia, partido que em 1990 ganhou as eleições parlamentares, cujos resultados jamais foram reconhecidos pelos generais.

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